Terceiro álbum do duo paulistano Antiprisma, formado por Elisa Moos e Victor José, acompanhados por Ana Zumpano (Echo Upstairs, Retrato, Oruã) na bateria e Beeau Gomez (Retrato) no baixo. Álbum traz participações especiais de Bemti (vocais e viola caipira), Zé Antonio Algodoal (do Pin Ups, guitarra), Mário Manga (do Premeditando o Breque, violoncelo) Fábio Tagliaferri (viola de arco), Fábio Cardelli (ronroco) e Zé Mazzei (do Forgotten Boys, no contrabaixo acústico).
Neste ano, eu sigo nesta onda e encerro os Melhores do Ano com “Coisas de Verdade”, que me surpreendeu por sua ousadia, evolução da sonoridade mais elétrica e por, acima de tudo, não deixar de incluir as suas raízes nessa nova fase – como na caipira, “Tente não esquecer” (que conta com a participação do cantor Bemti), que encerra o álbum.
UM OUTRO LADO DA MÚSICA
Apontados inicialmente como um duo que transitava entre o folk e o rock carregando nuances da MPB, o Antiprisma sempre fez questão de experimentar os limites do formato da canção. Deu seus primeiros passos nesse terreno de sons acústicos, abraçou definitivamente o universo da viola caipira em seu primeiro álbum Planos “Para Esta Encarnação” (2016), flertou com a psicodelia e instrumentos elétricos no segundo disco,“Hemisférios” (2019), e agora chega com um álbum orgânico e com os pés fincados no chão.
O GRITO
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